01/11/2013 19:38 Quando falamos em falsidade, logo penso nela como uma máscara. A máscara é um objeto bonito, interessante, usada em festas à fantasia — onde a mais elegante costuma ser a que mais chama atenção. No teatro, representa animais, objetos inanimados e até outras pessoas. De certa forma, a identidade do ator é temporariamente escondida. Afinal, se máscaras fossem transparentes, qual seria o sentido de existirem? A falsidade social, usada por pessoas de má índole ou por quem apenas deseja ser aceito, também é assim. Ela constrói uma imagem artificial, feita para impressionar, agradar, esconder. E funciona, por um tempo. Mas quando as luzes se apagam, quando não há mais plateia, é ali que a pessoa confronta o que realmente sente. E nem sempre é fácil lidar com isso. O falso tenta tanto construir uma versão idealizada de si mesmo que, com o tempo, até ele começa a acreditar nela. E o mais triste é que, nessa encenação, as pessoas não se apegam ao verdadeiro “eu...